Episode's summary
Uma história para dormir para crianças. Hoje, Emma corre o dia inteiro. Ela corre atrás da bola na pracinha, roda, ri e recomeça: uma volta, mais uma, e mais outra, ainda mais rápido. O Mochi, o bichinho de pelúcia dela, pula debaixo do braço a cada passo. Quando a Mamãe diz que já está quase na hora de se acalmar, Emma responde: “Não quero! Correr mais!” A Mamãe sorri e não briga. Ela espera, bem devagarinho, a energia baixar sozinha. Emma corre mais um pouquinho, depois um pouco menos, depois quase nada, e no fim do dia cai nos braços da Mamãe, toda ofegante: “Acabou correr…” Poc-poc, faz o coração do Mochi, guardando esse abraço de depois de um cansaço bem gostoso. À noite, banho, pijama, beijo-farol, e Emma adormece, bem calminha, enfim. No mundo da noite, a saudação da estante começa como sempre: boa noite, Pantin. Mas quando chega a vez da Bola, nada de boa noite. Boing! Boing-boing! Hoje, ela pula por toda a estante, do cantinho até a beirada da ilha-tapete, e volta, como quem diz: nada de soninho,…
Uma história para dormir para crianças. Hoje, Emma corre o dia inteiro. Ela corre atrás da bola na pracinha, roda, ri e recomeça: uma volta, mais uma, e mais outra, ainda mais rápido. O Mochi, o bichinho de pelúcia dela, pula debaixo do braço a cada passo. Quando a Mamãe diz que já está quase na hora de se acalmar, Emma responde: “Não quero! Correr mais!” A Mamãe sorri e não briga. Ela espera, bem devagarinho, a energia baixar sozinha. Emma corre mais um pouquinho, depois um pouco menos, depois quase nada, e no fim do dia cai nos braços da Mamãe, toda ofegante: “Acabou correr…” Poc-poc, faz o coração do Mochi, guardando esse abraço de depois de um cansaço bem gostoso. À noite, banho, pijama, beijo-farol, e Emma adormece, bem calminha, enfim. No mundo da noite, a saudação da estante começa como sempre: boa noite, Pantin. Mas quando chega a vez da Bola, nada de boa noite. Boing! Boing-boing! Hoje, ela pula por toda a estante, do cantinho até a beirada da ilha-tapete, e volta, como quem diz: nada de soninho,…
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Mochi, o bichinho · Bola não quer pousar · história para criança agitada · noite calma · história em áudio sem telas
ListenedUma história para dormir para crianças. Hoje, Emma corre o dia inteiro. Ela corre atrás da bola na pracinha, roda, ri e recomeça: uma volta, mais uma, e mais outra, ainda mais rápido. O Mochi, o bichinho de pelúcia dela, pula debaixo do braço a cada passo. Quando a Mamãe diz que já está quase na hora de se acalmar, Emma responde: “Não quero! Correr mais!” A Mamãe sorri e não briga. Ela espera, bem devagarinho, a energia baixar sozinha. Emma corre mais um pouquinho, depois um pouco menos, depois quase nada, e no fim do dia cai nos braços da Mamãe, toda ofegante: “Acabou correr…” Poc-poc, faz o coração do Mochi, guardando esse abraço de depois de um cansaço bem gostoso. À noite, banho, pijama, beijo-farol, e Emma adormece, bem calminha, enfim. No mundo da noite, a saudação da estante começa como sempre: boa noite, Pantin. Mas quando chega a vez da Bola, nada de boa noite. Boing! Boing-boing! Hoje, ela pula por toda a estante, do cantinho até a beirada da ilha-tapete, e volta, como quem diz: nada de soninho,…
Mochi, o bichinho · O dia na casa da Tia · história sobre ficar longe da mamãe · saudade · história para pegar no sono
ListenedUma história para dormir para crianças. Hoje de manhã, a Mamãe prepara uma sacolinha: uma escova de dente, um pijama e o Mochi, o bichinho de pelúcia, bem em cima de tudo. Hoje, Emma vai passar o dia na casa da Tia. A Mamãe explica: você brinca, você ri, e hoje à noite eu venho te buscar. Prometido. “Mamãe volta?”, pergunta Emma. “Mamãe volta. Sempre.” A Mamãe abraça Emma bem forte, e o Mochi, apertado entre as duas, recebe o abraço também. Poc-poc-poc, faz o coração dele, bem rapidinho: ele guarda esse abraço com todo cuidado. Na casa da Tia, tudo é novo: uma mesa nova, um tapete novo, brinquedos desconhecidos, um cheiro diferente. É tanta coisa nova de uma vez só que Emma aperta o Mochi bem forte. Mas a Tia é doce, prepara um lanchinho gostoso, e o dia passa, bem devagarinho. No fim do dia, a Mamãe chega, como prometido, e pega Emma no colo, com o Mochi junto. Em casa, banho, pijama, beijo-farol. Emma adormece bem tranquila. No mundo da noite, depois da saudação da estante, Pantin quer saber como foi o dia…
Mochi, o bichinho · O grande barulho da casa · história sobre sons da noite · sem medo · história calma 3-5 anos
ListenedUma história para dormir para crianças. Hoje está um pouco fresco, e o vento sopra bem levinho contra a janela. A Mamãe liga o aquecimento da casa: um clique pequeno, um sopro leve de calor. Emma põe a mão no radiador. “Quente! Bem quentinho!” O dia inteiro, um arzinho gostoso circula de cômodo em cômodo, e o Mochi, o bichinho de pelúcia da Emma, olha e escuta, como sempre faz de dia. À noite, debaixo do edredom-pradaria, está ainda mais quentinho que de costume. Emma adormece, e o mundo da noite se acende: a luinha pousada, a ilha bem macia, a saudação da estante com Pantin, Bola e Nina. Mas então a casa faz um barulho que ninguém conhece: glouglou-cloc. Bola fica toda dura. Nina pergunta, com a voz apertada, o que é aquilo. Até o Pantin, que já tem uma idade bem grande, nunca ouviu nada parecido. Mochi, calmo e curioso, propõe ir ver, devagar e todos juntos. Começa então uma expediçãozinha pela ilha-tapete: Mochi na frente, Pantin rangendo a cada passo, Nina contando os passos bem baixinho, Bola pulando…
Mochi, o bichinho · A luminária fez birra · história para dormir no escuro · luz noturna · história para pegar no sono
ListenedUma história para dormir para crianças. No quarto da Emma tem uma luminária pequena, em forma de cogumelo, com um botãozinho bem redondo. Hoje, pela primeira vez, Emma pode acender a luminária sozinha. Clique: uma luz suave, cor de mel, cresce no quarto como um solzinho que acorda. “Emma acende!”, diz ela, toda orgulhosa, com o Mochi, o bichinho de pelúcia dela nos braços. À noite, a Mamãe deixa o beijo-farol na testa da Emma, que fica aceso mesmo se a luminária pegar no sono. Emma adormece com a luzinha cor de mel bem pertinho. Então o mundo da noite se acende: a luminária vira uma luinha pousada, o tapete vira uma ilha bem macia, e o Mochi desce da Cama Grande para a saudação da estante. Pantin, Bola, Nina: três amigos, três boas-noites. De repente, a luinha pousada pisca, uma vez, duas vezes, e se apaga inteirinha. A luminária está fazendo birra. Bola sai pulando para todo lado no escuro, boing-boing-boing. Nina não vê mais as patinhas, e Pantin, que também quase não vê nada, avisa que está ali. Na testa…
Halloween · A caça aos doces na chuva · história para lidar com a decepção · sem susto · história para pegar no sono
ListenedNaquela noite, no Vilarejo das Abóboras, era a noite de Halloween, aquela em que, normalmente, todas as crianças correm lá fora de porta em porta para a grande caça aos doces. Mas esta noite… escute. Chovia. Uma chuva macia, fininha, que caía sobre as abóboras e fazia a Praça das Lanternas brilhar, uma chuva de veludo. Zélie está bem decepcionada: com essa chuva, a caça aos doces é impossível, e até o seu chapelão faz ploc. Réglisse, por outro lado, está ótimo, quentinho ao lado do fogo: a chuva, pelo menos, é um barulho que não assusta, macio, ploc ploc ploc, como uma cantiga. Então batem à porta: é Boubou, o monstro, todo molhado e todo triste, que veio buscar Zélie. Mas chove forte demais, e todas as casas apagaram as suas lanternas. A linda festa de Halloween parece ir mesmo por água abaixo. Então, em vez de emburrar por causa da noitada estragada, Zélie tem uma ideia quentinha: e se, em vez de correr lá fora, a gente fizesse a festa dentro de casa? A gente convida os amigos, acende as velas, compartilha…
Halloween · Tricotine, a aranha que tricotava · história sobre medo de aranha · sem susto · história para dormir
ListenedNaquela noite, no Vilarejo das Abóboras, o ar estava mais fresco do que de costume: o inverno se aproximava de verdade. E na Praça das Lanternas, todos estavam preocupados, porque durante a noite tinha aparecido uma coisa: uma imensa teia prateada, esticada entre as duas árvores mais altas, que brilhava na névoa. Réglisse se assusta na hora (uma teia grande significa uma aranha grande, e ele não gosta nada de aranhas, com tantas patas!). O Vilarejo inteiro quer queimar a teia, arrancar, se livrar dela o quanto antes. «Essa aranha vai pegar todo mundo!» Mas Zélie, olhando melhor, percebe que a teia não tem forma de armadilha: tem desenhos, padrões bem certinhos… parece mais um tricô! E de fato, quem a teceu não é uma aranha malvada, mas Tricotine, uma aranha que tricota. Porque Tricotine, com as suas oito patas ágeis, não arma nenhuma armadilha: ela tricota lindos cachecóis e suéteres quentinhos para proteger o Vilarejo do frio que chega. O que todos tomavam por uma ameaça era, na verdade, um presente. Basta…
Mochi, o bichinho · A noite em que Mochi tomou banho · história para lavar a naninha · separação · podcast infantil
ListenedUma história para dormir para crianças. Hoje de manhã, na cozinha, tem cheirinho de pão com manteiga. Emma come a papinha laranja, uma colherada para ela, uma colherada para o Mochi, o bichinho de pelúcia que está no colo dela. E zás: um pouco de papinha cai bem na orelha do Mochi, a mais fofinha, aquela que Emma sempre aperta. Agora, o Mochi está todo grudento. A Mamãe não faz drama. O Mochi precisa de um passeio rapidinho na máquina de lavar. E ela promete logo de cara: hoje à noite, ele volta, bem fofinho, bem limpinho, pertinho da Emma. Emma vê o Mochi partir na cestinha. Ela não fica triste por muito tempo, porque a Mamãe prometeu. O dia inteiro, ela brinca, olha a máquina girando ao longe e cola a orelha na porta, esperando o seu bichinho. À noite, o Mochi volta cheirando a lavanda, mais estufado do que antes. Beijo-farol, crrriii da Cama Grande, e Emma adormece com o seu bichinho bem limpinho. No mundo da noite, a luminária vira uma luinha pousada e o tapete vira uma ilha bem macia. Na saudação da…
Halloween · A fantasia estragada que salva a festa · história sobre rir de si mesmo · sem susto · podcast infantil
ListenedNaquela noite, no Vilarejo das Abóboras, era A grande noite: o Grande Desfile de Fantasias! Uma vez por ano, todos os moradores se fantasiam e desfilam pela Praça das Lanternas, e se escolhe a fantasia mais bonita da noite. E este ano, Zélie queria ganhar, muito, muito mesmo. A sua ideia: criar, com um aceno da varinha, uma magnífica fantasia de Princesa-Estrela, com um vestido que brilha, uma coroa de lua e uma cauda de arco-íris. O único problema é que os feitiços de Zélie sempre fazem outra coisa em vez do previsto… Mas esta noite, ela tem certeza, vai dar certo! Levanta bem alto a sua varinha de aveleira, se concentra com toda a força e lança: «Abracada… PRINCESA!» Puf. Em vez de uma princesa brilhante, lá está ela, transformada numa grande abóbora redonda. Ah, não! A sua linda fantasia é um fracasso total. No começo, Zélie tem muita vontade de chorar de vergonha. Mas quando ela avança pela Praça, toda redonda e desajeitada, acontece uma coisa inesperada: todos caem na risada, uma risada alegre e…
Halloween · A casa que dava medo à toa · história de Halloween que não dá medo · noite das bruxas · podcast infantil
ListenedNaquela noite, no Vilarejo das Abóboras, Zélie e Réglisse passeavam bem no fim do caminho, ali onde ninguém mais vai nunca. Porque no fim do caminho há uma casa velha toda torta, com venezianas que batem e tábuas que rangem, que todos chamam de a Casa que Assusta. Réglisse implora que não vão por ali: todo mundo sabe que ela é mal-assombrada, range, bate, geme na noite. Mas Zélie apura os ouvidos e escuta de verdade o barulho que a casa faz. E quanto mais escuta, menos parece um barulho que assusta. «Você não acha que é mais um barulho triste?» Chegando bem de mansinho, enfim compreendem: não é nem um fantasma, nem um monstro. Parece mais alguém que chora baixinho. Porque a Casa que Assusta, na verdade, é sobretudo uma casa muito sozinha. Desde que ninguém mais vem visitá-la, ela se sente abandonada, e todos os seus rangidos são só os seus grandes soluços. Basta Zélie e Réglisse entrarem, acenderem uma luzinha, falarem com ela com carinho e lhe fazerem companhia, para que as suas venezianas parem de bater de…
Mochi, o bichinho · O bichinho que guardava os abraços · história sobre ficar triste · naninha · história para dormir
ListenedUma história para dormir para crianças. Este é o quarto da Emma, uma menininha de dois anos e meio: uma Cama Grande, um tapete bem redondo, uma cortina que respira e, na estante, três amigos que esperam a noite chegar. Pantin, todo de madeira. Bola, bem redondinha. Nina, bem direitinha. E nos braços da Emma está o Mochi, o bichinho de pelúcia dela, a naninha que ela aperta pela orelha. Na pracinha, Emma constrói uma torre de areia bem altinha. E então ela escorrega: a torre desmorona, o joelho fica com um dodói e o coração fica com uma tristeza enorme. Emma chora forte, e a Mamãe chega correndo. A Mamãe abraça Emma bem forte, e Emma abraça o Mochi ainda mais forte. Um beijinho no dodói, um no coração, e as lágrimas param. Bem juntinho dela, o coração de algodão do Mochi faz poc-poc: ele acabou de guardar esse abraço para a noite. À noite vem o banho, o pijama, a última colherzinha, e o beijo-farol da Mamãe, que fica aceso a noite toda. Emma adormece no meio da palavra, “Mo… chi…”, e o quarto se acende de…
Nino, o Bombeirinho · O quartel adormece · história de ninar para crianças · final de temporada tranquilo
ListenedUma história para dormir para crianças. Nessa noite, em Bellacolina, não acontece nada. Nenhum telefone, nenhuma missão, nenhum perrengue. É a última noite da temporada, e o quartel vermelho só se prepara para dormir. O Marco pega o pano dele, o Nino pega o seu, e os dois lustram o Grande Vermelho juntos, pensando em tudo o que aconteceu desde a primeira missão. Aí as histórias voltam, uma por uma, como imagens suaves: a gatinha lá no topo do grande carvalho, a bola listrada no telhado da escola, o Pompon tremendo antes de inventarem o pin-pon bem suave, a chave do prefeito no fundo do chafariz, a Bouclette presa na sebe, a noite das velas, o bolo salvo bem na hora, o ouriço pequeno, e a noite do grande vento. Depois vêm as botas, alinhadas da maior para a menor, e a ronda da noite do Nino: ele atravessa o vilarejo uma última vez para dar boa noite a todo mundo, à padaria que ainda cheira a pão, ao chafariz que canta sozinho, ao mastro da bandeira, à colina lá longe. Depois ele entra, e o quartel apaga as…
Halloween · O grande saco de doces · história sobre dividir com os amigos · noite das bruxas · história para dormir
ListenedNaquela noite, no Vilarejo das Abóboras, era a grande caça aos doces de Halloween. Todas as crianças corriam de porta em porta, com a sua sacolinha na mão, gritando «gostosuras ou travessuras!». E na casa da Vovó Brindille havia uma brincadeira especial: quem adivinhasse quantos doces se escondiam no grande pote mágico ganharia A maior sacola de doces do Vilarejo. E adivinha quem acertou o número, mil trezentos e doze: a pequena Zélie! Que sacola! Era tão grande que Zélie nem conseguia carregar: tinha que arrastá-la pelo chão com toda a força. Doces vermelhos, doces dourados, balas de caramelo, pirulitos em espiral, chocolates em forma de morcego… mais doces do que ela tinha visto na vida inteira. Tudo aquilo, só para ela! Mas bem rápido, aquele grande tesouro só para ela começou a pesar um pouquinho no coração. Porque ao seu redor, Zélie via os amigos com a sua sacolinha pequena. Então, bem de mansinho, uma ideia bem simples abriu caminho: e se ela compartilhasse? A cada doce dado, um sorriso se acendia, e…
Nino, o Bombeirinho · A noite do grande vento · história de tempestade para crianças · aprender a ter paciência
ListenedUma história para dormir para crianças. Um vento forte se levanta sobre Bellacolina no fim do dia, um vento que bate as janelas, rola os baldes e faz dançar os galhos. Numa única rajada, ele espalha três pequenos perrengues pelo vilarejo: uma roupa que voou num quintal, uma barraca virada na praça, e principalmente o cachecol do Bruno, aquele que sempre arrasta pelo chão, preso lá no alto do mastro da bandeira. Os dois primeiros perrengues se resolvem rápido, todos juntos e de bom humor. Mas o cachecol está lá em cima, e o vento continua soprando em rajadas. O Bruno olha de baixo, arrasado: é o cachecol dos dias de festa, aquele que ele usa desde que é prefeito. A escada grande sobe, mas treme nas rajadas, e a Capitã Marta a detém na hora: ninguém sobe numa escada com um vento desses. Todo mundo se cala, e é o Nino quem encontra a chave, escutando em vez de olhar. O vento não sopra sem parar: entre uma rajada e outra, tem uma folga, alguns segundos de calmaria perfeita. Basta não se apressar, esperar essa…
Halloween · A noite em que a lua se fantasiou · história para a noite de Halloween · sem susto · história para dormir
ListenedNaquela noite, no Vilarejo das Abóboras, era a noite de Halloween, a mais linda do ano. Mas faltava alguma coisa… Você também sente? Normalmente, no céu há uma grande lua redonda e dourada que ilumina o Vilarejo inteiro com a sua luz suave. E esta noite, o céu estava todo preto: a lua não estava lá. Na Praça das Lanternas, de repente todos se sentiram um pouco menores, um pouco mais sozinhos, até Réglisse, que não gosta nada do escuro. Porque o escuro, diz Réglisse tremendo, é onde se escondem todas as coisas que a gente não vê, e as coisas que a gente não vê são as piores. Mas Zélie mantém a calma: a lua não some assim do nada, deve estar em algum lugar. Então, bem corajosa, ela decide subir para procurá-la, para devolver ao Vilarejo a sua linda luz suave. Procurando pela noite, Zélie e Réglisse descobrem que a lua não tinha fugido: para a noite de Halloween, ela simplesmente tinha dado vontade de se fantasiar também! Escondida atrás da sua fantasia, não ousava mais se mostrar. Basta um pouco de ternura e…
Nino, o Bombeirinho · A Lena precisa de ajuda, rápido mas com calma · história sobre ajuda mútua · esperar a sua vez
ListenedUma história para dormir para crianças. A notícia se espalha pelo bairro mais rápido do que um vento forte: a Lena, a enfermeira de Bellacolina, encontrou um ouriço pequeno e machucado ao pé de um arbusto, com uma pata ferida e os espinhos cheios de folhas. Em poucos minutos, o vilarejo inteiro chega correndo, e é aí que começa o verdadeiro problema da noite. Porque tem gente demais, vozes demais, mãos demais estendidas ao mesmo tempo. O ouriço pequeno, apavorado, se enrola numa bolinha e se recusa a se mexer. Todo mundo quer ajudar, de verdade, e é justamente essa ajuda, toda ao mesmo tempo, que impede a Lena de fazer o trabalho dela. Tentam gritar ordens para organizar: todo mundo grita junto, e o ouriço se enrola ainda mais. Tentam carregar ele, e seis pares de mãos disputam educadamente. Trazem um pedaço de maçã, pão, uma folha de alface, tudo ao mesmo tempo, e ele não toca em nada. Então o Nino propõe a única ideia que faltava: cada um na sua vez. Um grande círculo, três passos para trás, silêncio, e só…
Nino, o Bombeirinho · O bolo quase queimado da Rosa · história de bombeiro para crianças · consertar juntos sem brigar
ListenedUma história para dormir para crianças. Na praça de Bellacolina, um cheiro estranho paira sobre as pedras, um cheiro de açúcar quente que vira queimado. Ele vem da padaria da Rosa, que prepara o bolo grande da festa do vilarejo desde de manhã cedo. O forno velho dela, temperamental há anos, resolveu esquentar o dobro nessa noite. Quando o quartel chega, tem fumaça, mas nenhuma chama: é só um bolo passado do ponto, nada mais, e o único chamado de toda a temporada. Já a Rosa está desolada. O bolo está preto por cima, a noite já caiu, e ela repete sem parar que nunca vai ter tempo de fazer outro. O Marco tem o reflexo da mangueira, e a Capitã Marta o detém bem na hora: encharcar a padaria afogaria tudo à toa. Abrem então todas as janelas e sacodem panos de prato, mas a fumaça só roda em círculos pelo cômodo. É o Nino quem olha para outro lugar, não a fumaça, mas o forno. Ele vê a pequena válvula de saída presa lá atrás, aquela em que ninguém nunca pensa em abrir, e com um gesto a fumaça sai sozinha. Depois ele…
Halloween · A abóbora que não queria dar medo · história sobre ser você mesmo · sem susto · história calma 3-5 anos
ListenedNaquela noite, no Vilarejo das Abóboras, era uma grande noite: escolhia-se a abóbora de honra, aquela que ficaria bem no alto da Praça das Lanternas para velar pelo Vilarejo durante toda a noite de Halloween. E este ano, a escolhida foi Croquette. Uma abóbora adorável, que fala muito, muito, muito (claro, uma abóbora não tem braços para gesticular, então fala). Mas Croquette tem um probleminha pequenininho, minúsculo, mixuruca: ela não quer assustar. Porque amanhã, a Vovó Brindille vai esculpir um rosto para ela, e todos querem que seja TERRÍVEL: olhos grandes e maldosos, dentes pontudos, uma careta apavorante. Só que Croquette não tem a menor vontade de assustar as crianças. Ela só queria um rosto bonito, um sorriso, algo suave. Mas uma abóbora de honra que não assusta, será que existe? Com a ajuda de Zélie e de Réglisse, Croquette enfim ousa dizer em voz alta o que sente lá no fundo. E a Vovó Brindille, sábia bruxa, esculpe para ela o rosto que ela de verdade queria: um grande sorriso caloroso. Naquela…
Nino, o Bombeirinho · O apagão de Bellacolina · história para quem tem medo do escuro · história sobre um apagão
ListenedUma história para dormir para crianças. Nessa noite é a sopa comunitária na praça de Bellacolina: a Rosa mexe a panela grande, as mesas estão postas lá fora, e o vilarejo inteiro está sentado junto, o Nino e a Capitã Marta inclusive, sem uniforme, só para compartilhar. Então tem um clique elétrico grande, e tudo se apaga de uma vez. Os postes, as janelas, as luzinhas de enfeite. Escuridão completa. Um pequeno silêncio de surpresa passa pela praça, e depois um murmúrio preocupado corre entre as crianças sentadas ao redor da panela. O escuro, de repente, parece bem grande e bem espesso. O Bruno quer ligar para a cidade vizinha, para a região, quem sabe para o país inteiro. Já a Capitã Marta começa pela única coisa que sempre funciona: soprar uma vela, exatamente como ela faz os outros soprarem quando entram em pânico. Tentam o holofote grande do Grande Vermelho: a luz é tão forte que todo mundo aperta os olhos, e as sombras ficam enormes nas paredes, ainda mais impressionantes do que o escuro. Tentam consertar…
Halloween · O fantasma que estava com soluço · história de fantasma sem medo · noite das bruxas · podcast infantil
ListenedNaquela noite, no Vilarejo das Abóboras, Zélie e Réglisse passeavam pela Praça das Lanternas, sob a névoa macia, quando ouviram um barulho estranho: um «bu», seguido de um «hic». Parecia um fantasma que tinha engolido errado! Curiosa, Zélie quer ir ver, enquanto Réglisse preferia voltar para casa e se enfiar embaixo do cobertor. Atrás da maior abóbora, todo branco e todo macio, há um fantasminha chamado Hippo, treinando no seu cantinho. O pobre Hippo quer tanto fazer «BU!», um grande BU bem assustador. Mas toda vez, é mais forte que ele: «BUUU-hic!» Esse soluço ridículo estraga tudo, e Hippo está desesperado. Nunca, ele pensa, vai assustar ninguém com um soluço desses. Quase chora de vergonha. Então Zélie, em vez de ter pena dele, cai numa grande risada bem gentil: esse «bu-hic» é a coisa mais engraçada que ela já ouviu na vida! E aos poucos, Hippo entende que não precisa nada assustar para ser incrível. O seu pequeno defeito, aquele soluço que o desesperava, vira a sua melhor qualidade: ele é o fantasma…
Nino, o Bombeirinho · A ovelha presa na sebe · história de bichos da fazenda · doçura antes da força
ListenedUma história para dormir para crianças. Nessa noite, o quartel sai da cidade. Lá em cima, na fazenda da Josette, as galinhas voltam cacarejando e o trator velho descansa perto do celeiro. Uma ovelhinha chamada Bouclette ainda brincava lá fora, correndo atrás de uma última borboleta dourada, quando escorregou por baixo da sebe grande e ficou presa, com a lã enroscada nos galhos. O telefone toca bem baixinho no quartel. O Nino, o Pompon e a Capitã Marta sobem a colina no Grande Vermelho, enquanto o Marco fica arrumando a garagem. Lá em cima, a Bouclette bale, puxa, se debate, e quanto mais ela puxa, mais a sebe a prende. A mãe dela, a ovelha, do outro lado, se preocupa e cutuca o chão. Tentam puxar devagarinho, em dois, em três: a lã fica esticada e a ovelhinha chora. Tiram a tesoura de poda grande para cortar a sebe, mas ela é velha, densa, cheia de ninhos, e cortá-la levaria a noite inteira. Então o Nino se deita na grama, fica na altura da Bouclette, e entende o essencial: a Bouclette não está presa por…
Nino, o Bombeirinho · A chave do prefeito caiu no chafariz · história para aprender a pedir ajuda · acidente sem drama
ListenedUma história para dormir para crianças. Na praça de Bellacolina, o velho chafariz de pedra canta baixinho, como todas as noites. Bruno, o prefeito, atravessa a praça correndo, o cachecol arrastando atrás dele, com a chave grande do salão de festas na mão, aquela que ele sempre gira em volta do dedo. Uma volta a mais, e flop: a chave desaparece no fundo do tanque, entre as moedas e as folhas secas. Mas amanhã de manhã tem o lanche de toda a escola, bem ali naquele salão. O Bruno já vê a catástrofe, as crianças na calçada, a festa cancelada, e fica andando em círculos repetindo que a culpa é toda dele. O quartel chega, com o pin-pon bem suave, e a Capitã Marta começa pela única coisa útil: pede para ele respirar, e contar tudo com calma. Tentam a pesca com ímã: a chave é de latão, o ímã não gruda em nada. Tentam a peneira: o cabo é curto demais, a água está turva demais. O Bruno propõe esvaziar o chafariz inteiro, o que levaria a noite toda e deixaria a garça sem o seu tanque. Então o Nino se agacha, põe o…
Nino, o Bombeirinho · O Pompon tem medo do pin-pon · história para criança com medo de barulho · cachorro de bombeiro
ListenedUma história para dormir para crianças. Amanhã é a festa do vilarejo em Bellacolina, e o quartel vai desfilar com o Grande Vermelho, giroflex ligado e sirene funcionando. Todo mundo está animado, menos um: o Pompon, o cachorro do quartel, que se enfia bem no fundo da sua bota assim que ouve a palavra sirene. As orelhas dele se abaixam, o focinho treme, e ele não quer mais sair. Porque a sirene de verdade do Grande Vermelho, aquela que berra, machuca os ouvidos dele. Um cachorro escuta muito mais longe e muito mais forte do que a gente: o que para nós parece só um pouquinho barulhento vira, para ele, uma parede de barulho. E amanhã essa parede vai atravessar o vilarejo inteiro por uma hora. Tentam com carinho e biscoitos: o Pompon aceita o biscoito, e volta para a bota. Tentam com protetores de ouvido: ele os derruba sacudindo a cabeça, e se esconde ainda mais fundo. Todo mundo se cala, e o Nino faz a pergunta que ninguém tinha feito. E se não fosse o Pompon que precisasse se acostumar com o barulho, mas o…
Halloween · A bruxa que perdeu a fórmula · história de bruxa boa · noite das bruxas · história em áudio sem telas
ListenedNaquela noite, no Vilarejo das Abóboras, a névoa estava bem macia e o ar cheirava a frio, aquele frio que belisca a ponta do nariz e anuncia que o inverno chega na ponta dos pés. E no Vilarejo, quando o frio chega, só há uma coisa a fazer: a famosa Sopa que Aquece a Noite, aquela que aquece você até a ponta dos dedos dos pés, até os do fundo. Zélie e Réglisse já estão de água na boca… mas a Vovó Brindille, a velha bruxa, anda de um lado para o outro, aflita. «Perdi a minha fórmula!» A fórmula da Sopa que Aquece a Noite, aprendida com a sua vó, que a tinha da vó DELA. A Vovó Brindille sabe de cor há cem anos, mas esta noite, puf, as palavras mágicas voaram. Ela se lembra do caldeirão, se lembra do fogo… mas a fórmula sumiu da sua cabeça, e o nervosismo começa a subir. Em vez de procurar cada vez com mais força, o que embola tudo, Zélie convida a Vovó Brindille a se sentar, a respirar, a se lembrar bem devagarinho dos gestos, dos cheiros, das lembranças de todas aquelas sopas da noite. E aí, uma vez recuperada…
Nino, o Bombeirinho · A bola no telhado da escola · história de bombeiro para crianças · história para dormir
ListenedUma história para dormir para crianças. Em Bellacolina, à noite, quando a aula termina, sempre fica um grupinho de crianças na escolinha, esperando alguém buscar. Nessa noite, bem no alto do telhado pontudo da escola, uma coisa redonda, listrada de vermelho e amarelo, brilha na última luz do dia: a bola grande da turma voou sozinha, levada por um vento brincalhão, e amanhã é o grande jogo. No quartel, o Nino e o Marco estão lustrando o Grande Vermelho quando o telefone toca baixinho. O Bruno, o prefeito, já está lá, com o cachecol arrastando pelo chão como sempre, convencido de que vai chover essa noite e de que é preciso chamar todos os quartéis do país. A Capitã Marta pede para ele respirar um pouco: primeiro, vamos só dar uma olhada, com calma. A escada grande alcança a beirada do telhado, mas a bola está mais longe, na parte mais íngreme, onde as telhas ficam frágeis. O Marco tenta a vara e a rede, mira três vezes, e só consegue rolar a bola ainda mais para longe. Então o Nino olha para a escola de outro…
Halloween · O monstro embaixo da cama que queria um amigo · medo de monstro · sem susto · história em áudio sem telas
ListenedExiste um vilarejo que não aparece em nenhum mapa: o Vilarejo das Abóboras. E esta noite é uma noite muito especial, a mais divertida do ano, a noite de Halloween. Na Praça das Lanternas, todas as abóboras sorriem com o seu grande sorriso banguela, a névoa é macia como algodão-doce, e as folhas secas, quando você pisa nelas, riem! Bem lá no alto da maior abóbora, mora Zélie, a bruxinha aprendiz mais boazinha do mundo, com o seu chapéu grande demais, e Réglisse, o seu gato preto e redondo, o mais medroso do Vilarejo inteiro. Mas esta noite, no quarto, um tremorzinho estranho sobe de baixo da cama. Réglisse tem certeza de que é um monstro horrível. E é mesmo, um de verdade… só que esse monstro, Boubou, não quer assustar ninguém. Tudo o que ele queria, no fundo do seu grande coração peludo, é um amigo, para não ficar tão sozinho no escuro, embaixo da cama. Então, em vez de gritar ou sair correndo, Zélie faz uma coisa bem simples: estende a mão, diz oi, e escuta. E aos poucos, o medo derrete dos dois lados,…
Nino, o Bombeirinho · A primeira missão do Nino · história de bombeiro para crianças
ListenedUma história para dormir para crianças. Em Bellacolina, uma cidadezinha toda redonda entre a praça do mercado e os campos, há um velho quartel vermelho de telhado pontudo, com um grande sino lá no alto. Nessa noite, o quartel inteiro janta em volta da grande mesa, e na ponta do banco, bem pequenininho no seu uniforme grande demais, está o Nino. Num canto, enrolado no fundo de uma bota grande demais para ele, o Pompon, o cachorro do quartel, ronca bem devagarinho, sonhando com um osso enorme. Então o telefone toca, leve como um sininho. Na praça, a Praline, a gatinha da Rosa, a padeira, subiu até o topo do grande carvalho, assustada com um fogo de artifício de teste para a festa. Ela subiu tão alto que não ousa mais se mexer, agarrada ao último galho, bem pequenininha na noite. Bruno, o prefeito, quer chamar todos os quartéis do país. Já a Capitã Marta nunca corre: ela pede para ele respirar, e primeiro de tudo, olhar direito. A escada grande sobe, sobe, e para: falta o tamanho de três galhos. O Marco pega o…
Escola · O dia no bolso · história para contar como foi o dia · educação infantil · história para pegar no sono
ListenedNaquela tarde, o céu ia ficando todo laranja, como uma tangerina: era o fim do dia. E diante do grande portão azul da escola, tinha alguém esperando, pontual, como sempre, como tinha prometido. Sabe quem? A Mamãe. Quando o sininho tocou e o portão se abriu bem de leve, uma menininha com uma mochila um pouco grande atravessou o pátio correndo: Lila, que se jogou nos braços dela. A Mamãe a abraça forte, forte, e respira fundo o cabelo dela, que cheira a escola: a lápis, a tinta, e um pouquinho a lanche. «Que saudade de você. Vem, vamos para casa, eu seguro a sua mão. E me conta, enquanto a gente anda… como foi a escola hoje?» Então, um a um, Lila tira do bolso todos os tesourinhos do seu dia. Tem o tobogã e o cada-um-na-sua-vez, a tinta que suja, a migalhinha provada na pontinha da colher, o amigo tímido que virou amigo de verdade, o zíper enfim fechado sozinha. Contar o seu dia, colocá-lo em palavras na mão da Mamãe, é como vivê-lo uma segunda vez, mais suave, e guardar cada emoçãozinha no seu lugar antes da…
Escola · O amiguinho tímido · história para criança tímida · rotina da escola · história em áudio sem telas
ListenedNaquela manhã, na escola de Lila, o sol entra bem de leve pela janela. Lila pendura o casaco embaixo da sua etiqueta do solzinho e canta um pedaço da canção da manhã. Mas naquela manhã tem uma coisa diferente: perto do grande portão azul tem uma criança que Lila nunca viu. Um menino, com um suéter novo, e uma mochila apertada contra ele. Não corre, não brinca, fica ali, bem na beirada, encostado na parede. «Temos um amiguinho novo», diz a Tia Lou. «O nome dele é Sacha, e é o primeiríssimo dia dele.» Mas Sacha não diz nada, olha para os sapatos e aperta a mochila um pouquinho mais. A manhã inteira ele fica no seu cantinho: não vai para os blocos, nem para os carrinhos, nem para ninguém. É tímido demais, e o seu coraçãozinho com certeza bate bem rápido. Lila lembra muito bem do seu próprio primeiro dia, e do grande nó que tinha na barriga. Então, sem apressar o Sacha, ela chega bem de mansinho, senta ao lado dele sem pedir nada, estende um bloco, depois um sorriso. Aos poucos, sem ninguém apressar, Sacha ousa…
Escola · Tia, eu não consigo · história sobre pedir ajuda · educação infantil · história calma 3-5 anos
ListenedNaquela manhã, na escola de Lila, o céu estava cinza com um ventinho fresco: um tempo de casaco de verdade. E bem naquela hora, a Tia Lou bateu palmas: vão brincar lá fora, no pátio! Cada um corre buscar o casaco no seu gancho. Lila veste o seu lindo casaco amarelo, uma manga, depois a outra. Só falta uma coisa a fazer: fechar o zíper. «E isso eu sei fazer sozinha, como gente grande.» Só que o zíper não concorda. Emperra, prende, não quer subir. Lila puxa, puxa de novo, fica um pouco brava… mas nada. E aí sobe o grande nó na garganta, aquela vontade de chorar quando a gente não consegue e tinha dito tanto que era grande. Pedir ajuda, isso é quase mais difícil do que o próprio zíper. Então, bem de mansinho, Lila aprende uma coisa muito importante: pedir ajuda não é ser bebê, é até muito esperto! Ela vai até a Tia Lou, que não fecha o zíper por ela, mas MOSTRA: segura bem a parte de baixo, alinha, puxa reto. E na vez seguinte, Lila quase consegue sozinha. Depois até ajuda o Noé, por sua vez. Esta história…
Escola · Sozinho como os grandes · história para ajudar no desfralde · volta às aulas · história em áudio sem telas
ListenedNaquela manhã, na escola de Lila, o sol entra bem de leve pela janela. Lila pendurou o casaco embaixo da sua etiqueta do solzinho, cantou a canção da manhã, e já sabe que a Mamãe sempre volta. Mas tem uma coisinha na barriga, naquela manhã, que ela finge não ouvir: uma vontade de fazer xixi, bem pequena no começo, como um educado «toc-toc». «Agora não. Mais tarde», pensa Lila. Porque para fazer xixi na escola é preciso ir ao banheiro da escola, e não é como em casa. Ali tudo é novo, e tem principalmente… a descarga, com o seu grande barulho que faz a gente pular. Então Lila aperta um pouco os joelhos e espera, enquanto o pequeno «toc-toc» fica cada vez mais forte. Por sorte, Doudou-Hibou vela e lhe confia um truque bem simples: quando chega o pequeno «toc-toc» da barriga, a gente avisa na hora, vai sem esperar, e para a descarga que assusta, dá para tapar os ouvidos e soprar bem forte. Tranquila, Lila enfim ousa ir, sozinha, como gente grande. Esta história acompanha seu filho rumo à autonomia, tirando com…
Escola · A colherzinha verde · história para criança que não quer comer · educação infantil · história calma 3-5 anos
ListenedNaquela manhã, na escola de Lila, um cheirinho quente e verde passeava pelo corredor: vinha do refeitório. Lila levanta o narizinho, funga uma vez, duas vezes, e antes mesmo de saber o que é, solta um grande «eca!». Com a sua mochila grande demais apertada contra ela, e a orelha do bichinho de pelúcia aparecendo, Lila já decidiu que não vai gostar. No cantinho da leitura, antes do refeitório, tem alguém escutando: Doudou-Hibou, o bichinho que nunca se mexe na frente dos adultos. E quando a professora se afasta para a janela, a corujinha abre um olho e faz, bem de leve, uma pergunta: e se, antes de dizer «eca», a gente provasse só uma migalhinha, do tamanho de nada, na pontinha da colher? Então, bem corajosa, Lila mergulha a colherzinha verde no prato misterioso e prova só um pouquinho. E aí, surpresa! Não é tão terrível assim. Até pode ser que esteja gostoso. E se ela não gostar, não tem problema nenhum: a gente tem todo o direito de não gostar, desde que tenha provado primeiro. Esta história ajuda seu filho…
Escola · A soneca do Doudou-Hibou · história para a soneca · educação infantil · história para pegar no sono
ListenedNaquele dia, na escola de Lila, a manhã tinha sido bem cheia: a pintura, os blocos, a canção dos nomes, o lanche. E agora a luz da sala estava bem suave, a Tia Lou tinha fechado um pouco as cortinas: era a hora tranquila, a hora da soneca. Cada um vai para a sua caminha com o seu bichinho de pelúcia… todas as crianças descansam, todas, menos uma: Lila, de olhos bem abertos, o coração batendo um pouco rápido. «Eu não durmo na escola», sussurra Lila. «Só durmo em casa, na minha cama, com a Mamãe pertinho. Aqui eu não consigo.» Fechar os olhos longe de casa é uma coisa nova, e dá um pouquinho de medo. Por sorte, no silêncio do dormitório, um amigo vela bem pertinho: Doudou-Hibou, o bichinho do cantinho da leitura, que abre devagarinho um olho. Bem baixinho, Doudou-Hibou confia a Lila um segredo lindo: descansar não é a mesma coisa que dormir. Não precisa dormir; dá para só fechar os olhos, escutar a respiração, e pôr a mão no coração, ali onde está o botãozinho de abraço que guarda pertinho o amor da Mamãe. Aos…
Noisette · Noisette espera um irmãozinho · história sobre ter um irmãozinho · educação positiva
ListenedPreparar com carinho a chegada de um irmãozinho ou de uma irmãzinha. Naquela noite, na Grande Floresta Aconchegante, dentro do grande carvalho oco, a Mamãe Ursa põe a patinha da Noisette na sua barriga redonda e lhe conta um segredo: ali dentro cresce um bebê, bem quentinho. Um irmãozinho. No coração da Noisette, primeiro vem um grande « oh » de alegria… e depois uma sombrinha fria: e se ele ocupar todo o lugar? A casa inteira, todo o amor? Essa preocupação, tão terna e tão verdadeira, muitas crianças sentem antes da chegada de um irmão. Aqui ela nunca é ridicularizada: é acolhida, colocada em palavras e acalmada. Com a Mamãe, e depois com o velho Cervo da clareira dos vaga-lumes, a Noisette descobre uma imagem bem simples: quando a gente acende um vaga-lume novo ao lado da Lulu, o primeiro não brilha menos. Só tem mais luz na casa. O amor não se parte em dois, ele se multiplica. Depois vem a espera, as estações que passam, os chinelinhos guardados num cantinho, e enfim a noite em que chega o Pinpin,…
Escola · Um, dois, três paninhos · história para aprender a contar · volta às aulas · história em áudio sem telas
ListenedNaquela manhã, na escola de Lila, estava quase na hora do lanche, e a Tia Lou tinha um trabalho muito importante para confiar, um trabalho de gente grande: pôr a mesa, um pratinho na frente de cada cadeira, nem muitos nem poucos, só o necessário. «Eu! Eu eu eu!», grita Lila, empolgadíssima com a ideia de ser a ajudante do dia. Orgulhosíssima, Lila pega a pilha de pratinhos de plástico e começa a trabalhar. Põe um, depois outro, depois três de uma vez na mesma cadeira, depois esquece uma cadeira, depois põe dois em cima de um prato já posto… E quando termina, não é bem «um prato por cadeira»: é uma bela bagunça! Então, sem desanimar, e com um empurrãozinho de Doudou-Hibou, Lila aprende a fazer as coisas bem devagarinho: uma cadeira, um prato, aponta-se com o dedo, conta-se, um, dois, três. Indo mais devagar e contando direitinho, a bagunça se transforma, aos poucos, numa mesa bem posta, do jeitinho certo. Esta história acompanha seu filho nos seus primeiros aprendizados: contar, associar uma coisa a outra, ir…
Escola · A grande caixa de cores · história sobre pintar sem medo de sujar · volta às aulas · história calma 3-5 anos
ListenedNaquela manhã, na escola de Lila, uma grande mesa estava coberta com um papel branco novinho. Em cima, pincéis e potes de tinta: vermelho como um morango, amarelo como o sol, azul como o grande portão. A Tia Lou bateu palmas: «Hoje é dia de pintura!» Todas as crianças gritaram «eba!»… todas, menos uma. Lila deu um passinho para trás. Porque naquela manhã, Lila está com um vestido bonito e limpo, de florzinhas, que a Mamãe lavou e que cheira bem. E a tinta suja! «Tia, eu não quero, vou me sujar.» Lila olha os potes de tinta como se fossem um pouco perigosos, dividida entre a vontade de pintar e o medo de estragar o seu lindo vestido. Então a Tia Lou oferece a ela um grande avental macio, só para ela, que protege o vestido dos ombros aos joelhos. E aos poucos, com o pincel na mão, Lila ousa. Um toque de vermelho, um toque de amarelo, um grande rabisco em forma de sol… e ela descobre a pura alegria de criar, sem pensar mais nada nas manchas. Esta história ajuda seu filho a soltar um pouco, a aceitar sujar as…
Noisette · Desculpa, Tim · história sobre fazer as pazes com o amigo · educação positiva · história calma 3-5 anos
ListenedHoje de tarde, a Noisette acabou magoando o Tim, o ourico, e desde entao ela esta com uma pedra pesada bem no fundo da barriga. Afinal, como e que a gente conserta uma bobagem que ja fez? Pedir desculpa parece dificil, e a vergonha deixa tudo ainda mais embolado. Com a Vovo Texugo, a Noisette aprende que o pedido de desculpa se diz com a boca, bem pertinho e bem de verdade, mas tambem se diz com as patinhas: consertando, ajudando, fazendo um carinho. E quando a gente faz isso direitinho, de coracao, aquela pedra pesada na barriga finalmente vai embora. E uma historia delicada sobre o pedir desculpa e o fazer as pazes, para terminar o dia leve e tranquilo, sem guardar magoa de ninguem e sem levar o pesinho da briga para dentro do sono. Por tras da historia mora um aprendizado valioso para a crianca e gostoso para os pais conversarem: reconhecer um erro nao e perder, e um jeito de cuidar de quem a gente gosta. A Noisette descobre isso e dorme tranquila, com a consciencia leve. Uma historia para a hora de…
Escola · Cada um na sua vez · história sobre esperar a sua vez · educação infantil · história para pegar no sono
ListenedNaquela manhã, na escola de Lila, o sol brilhava. Lila tinha pendurado o casaco no seu gancho, o do solzinho, tinha cantado um pedaço da canção da manhã, e agora chegava o momento preferido de todos: a hora do pátio. E bem no meio do pátio estava o grande tobogã vermelho, que Lila olhava com estrelinhas nos olhos. «O tobogã! Quero escorregar, agora!» O problema é que Lila não é a única que quer escorregar. Tem o Noé, uma menina de maria-chiquinha, dois meninos com os seus caminhões… e todos chegam ao pé da escada ao mesmo tempo! Empurra-empurra, resmungo, todos gritam «eu primeiro!». O resultado: um belo nó de crianças ao pé do tobogã, e ninguém sobe, ninguém escorrega. Com a ajuda carinhosa da Tia Lou e uma piscadela de Doudou-Hibou, as crianças descobrem uma fórmula quase mágica: cada um na sua vez. Faz-se fila, conta-se os amiguinhos que estão na frente, espera-se um pouquinho, e hop, quando chega a sua vez, escorrega de verdade. E a espera, no fim, vira parte da brincadeira. Esta história ajuda seu filho…
Noisette · Tchau, mamãe · história sobre a ansiedade de separação · educação positiva · história em áudio sem telas
ListenedToda manha, na cancela da clareira, e sempre o mesmo apertinho: e hora de dar tchau para a mamae, e isso aperta o coraçao da Noisette de um jeito que muita crianca conhece bem. Os olhinhos enchem de agua e da vontade de segurar a mamae so mais um pouquinho. Entao a mamae sopra para ela uma dica magica: um beijo guardado dentro da patinha, que a gente fecha bem fechadinho e leva o dia inteiro. Quando o coracao apertar, e so encostar a patinha na bochecha que o beijo sai de novo, bem quentinho, como se a mamae estivesse ali. E a mamae sempre, sempre volta. E uma historia tranquilizadora sobre a angustia da separacao, daquelas feitas para a manha na escola, na creche ou na casa de quem cuida. Para ouvir junto antes de comecar o dia, ou na hora de dormir, e sair com o coracao mais leve, sabendo que o reencontro vem sempre. O beijo no bolso vira um truquinho de verdade, desses que a familia pode levar para a vida real: um gesto simples que transforma a despedida em algo gostoso de guardar. A Noisette ensina, e o…
Escola · O grande portão azul · história para o primeiro dia de escola · volta às aulas · história em áudio sem telas
ListenedNaquela manhã, acontecia uma coisa muito, muito importante. Sobre a mesa, uma tigela de cereais. Na cadeira, uma mochilinha nova, um pouco grande, com dentro um lencinho, uma garrafinha de água e um papelzinho com um sol desenhado. Porque hoje, para a pequena Lila, é o primeiríssimo dia de escola. E diante do grande portão azul, o seu coração dá pulinhos: ela preferia ficar em casa, com a Mamãe. «A casa vai continuar aqui hoje à noite, não vai a lugar nenhum», sussurra a Mamãe com carinho. «E esta manhã, tem alguém te esperando: uma escola inteira, com uma professora, amiguinhos, e um gancho de casaco só seu, com o seu desenho de sol.» Então, de mãos dadas, cantando baixinho a canção da manhã, Lila atravessa o grande portão azul, com a barriga um pouco apertada. Do outro lado está a Tia Lou, toda sorrisos, um gancho com o nome dela, brinquedos, e logo uma corujinha de pelúcia no cantinho da leitura, Doudou-Hibou, que vela com carinho. Aos poucos, o nó da manhã se desfaz, e Lila descobre que dá para se sentir…
Léo · O dragão que queria ser cavaleiro · história sobre realizar um sonho · noite tranquila · história para dormir
ListenedE se um dragao tambem sonhasse em virar cavaleiro? Diante do quadro de inscricoes de Tournebois, o Pistache sonha bem alto: ele quer ter a sua propria armadura e a sua propria espada, igualzinho aos cavaleiros de verdade, e nao desiste dessa ideia de jeito nenhum. Com o Leo do lado dele o tempo todo, o Pistache vai entendendo, aos poucos, que da para seguir os proprios sonhos continuando exatamente quem a gente e. Nao precisa trocar de pele, nao precisa deixar de ser dragao para virar um heroi de verdade. Da para sonhar grande sendo a gente mesmo. E uma historia calorosa sobre amizade e sobre a liberdade de ser quem a gente e, que fecha com chave de ouro as aventuras do Leo e do Pistache, com toda a ternura que essa dupla merece. O recado e gostoso e fica: os sonhos da gente cabem em qualquer um, basta acreditar e ter um bom amigo por perto. O seu filho termina a historia sabendo que pode querer o que quiser sem precisar deixar de ser ele mesmo. Uma historia infantil de aventura que diz para a crianca, com…
Noisette · É a minha pá! · história sobre aprender a emprestar · emoções das crianças · história em áudio sem telas
ListenedEssa e a MINHA pa! La na beira do riacho, a Noisette nao esta nem um pouquinho a fim de emprestar a pa novinha, aquela que o Papai Urso fez especialmente para ela. E emprestar, quando a gente e pequeno e ama o proprio brinquedo, nao e nada facil mesmo, todo pai e toda mae sabe disso. So que, brincando com os amigos a beira da agua, a Noisette vai descobrindo uma coisa: emprestar nao e dar para sempre, e dividir deixa a brincadeira ainda mais divertida. O brinquedo sempre volta para as suas patinhas, e a alegria, essa, se multiplica quando e repartida com os outros. E uma historia cheia de ternura sobre a partilha, daquelas para acompanhar com doçura o aprendizado do cada um na sua vez, sem nenhuma cobranca e sem sermao. So o exemplo gostoso de uma ursinha que descobre, sozinha, como dividir pode ser bom. Para os pais, e uma forma leve de tocar num assunto que rende muitas briguinhas em casa: a historia nao obriga a crianca a dividir, ela mostra por que vale a pena. E faz isso com tanto carinho que o recado…
Marin · Para onde vai o sol à noite? · explicar o dia e a noite para crianças · sono tranquilo · história para dormir
ListenedQuando o sol se poe la no fim da tarde e o ceu fica todo alaranjado, para onde sera que ele vai dormir? La do alto do Barco-Cabana, o Marin e o passaro Plume ficam com essa pergunta e decidem seguir o rastro dourado do sol ate o outro ladinho do mundo. Ao longo dessa grande e linda viagem, os nossos exploradores entendem uma coisa que tranquiliza o coracao: o sol nao se apaga nunca quando some no horizonte. Ele so vai dar bom dia para as criancas do outro lado da Terra, e volta amanha de manha, bem cedinho, entrando de novo pela janela. E uma historia doce sobre o dia, a noite e a grande volta que a Terra da sem parar, feita para tranquilizar e fazer a crianca fechar os olhos com toda a confianca. Daquelas que explicam o mundo de um jeito gostoso e acolhedor. O recado e reconfortante para o seu filho levar para a cama: a noite nao e o fim de nada, e so uma pausa, e o sol sempre, sempre volta. Uma certeza simples que acalma o medo do escuro e do fim do dia. Uma historia para a hora de dormir que explica o…
Tom o Pirata · A estrela que caiu no fim do mundo · história sobre ajudar juntos · estrela · história para dormir
ListenedHistória para dormir e episódio especial da temporada Tom o Pirata. Nesta manhã, no mar mais azul do mundo, a Sardinha Real não leva dois marujos, mas quatro. O Tom convidou os dois melhores amigos dele para passar o dia a bordo: o Alban, elétrico, que sobe em tudo e atira longe, e o Marceau, quietinho, que repara naquilo que ninguém olha. O capitão apresenta o Moustache, o polvo redondinho do bule, e abre o baú das dezenove lembranças. E aí chega um mapinha dobrado por mão de criança. O mapa é de uma menina. Toda noite ela faz o mesmo pedido para a mesma estrela, aquela que fica bem lá embaixo no céu. Esta noite ela viu a estrela escorregar e cair na água, e agora o céu está com um buraco. O mapa canta: navegue reto, bem até o fim, onde o azul acaba, a estrela caiu na água, leve ela de volta para a festa. Rumo ao Fim do Mundo. No fim do mundo o escuro é grosso, porque era esse pedaço de mar que a estrela iluminava. É o Marceau quem enxerga uma luzinha tremendo debaixo da água: a Étincelle, do tamanho de uma…
Cassie · A noite sob as estrelas · história de acampamento para crianças · humor infantil · história calma 3-5 anos
ListenedHoje a noite, em Cactus-Ville, e a primeira noite de acampamento debaixo das estrelas do Velho Oeste. A Cassie e o Tornado esticam o saco de dormir no chao, o nariz apontado bem para cima, prontinhos e animados para a grande vigilia sob o ceu aberto. Entre os barulhinhos misteriosos da noite, as sombras que se mexem nos cantos e os ataques de riso para se tranquilizar um ao outro, os nossos herois vivem uma vigilia inesquecivel. Pouco a pouco, o medinho do escuro vai virando aconchego, ate o ceu estrelado embalar os dois bem devagarinho. E uma historia ao mesmo tempo doce e alegre, perfeita para olhar as estrelas com a imaginacao e deslizar suavemente para o sono. Daquelas que fazem o escuro parecer menos assustador e bem mais bonito. O que fica e a descoberta gostosa de que a noite, vista com um amigo do lado, pode ser uma aventura linda em vez de um susto. O seu filho ouve e entende que dormir tambem pode ter o seu lado magico, cheio de estrelas. Uma historia para a hora de dormir que transforma o escuro…
Léo · Sorcellina e a poção da gentileza · história sobre gentileza para crianças · podcast Tilibou · podcast infantil
ListenedA bruxa Sorcellina errou feio a pocao: em vez de ficar bem malvada para a grande inspecao das bruxas, ela acabou virando adoravel, educada e cheia de gentileza! Para uma bruxa que precisa ser temida, isso e simplesmente uma catastrofe sem tamanho. Que tragedia para a Sorcellina, mas que sorte enorme para Tournebois. Leo e Pistache vao descobrir, no meio de trapalhadas, mal-entendidos e reviravoltas, que a gentileza, no fim das contas, talvez seja o maior de todos os poderes que existem, bem mais forte do que qualquer feitico ruim. E uma aventura cheia de humor que celebra a gentileza, daquelas para ouvir rindo bem antes da hora de dormir. As confusoes da bruxa boazinha rendem cenas engracadissimas e um clima leve do comeco ao fim. Por baixo das gargalhadas, fica uma sementinha bonita para o seu filho levar para a cama: ser gentil nao e fraqueza nenhuma, e uma forca e tanto, dessas que conquistam o mundo sem precisar de magia. Uma historia para a hora de dormir que faz rir e ainda deixa o coracao quentinho,…
Noisette · O sonho de Pinpin · história para criança que teve pesadelo · hora de dormir · história para pegar no sono
ListenedNo meio da noite, la na casa-tronco, um barulhinho acorda a Noisette: e o Pinpin, o irmaozinho dela, que acabou de ter um sonho bem esquisito e ficou agitado no berco, sem entender direito o que aconteceu enquanto dormia. Com toda a calma do mundo, a Noisette consola o Pinpin e explica para ele que os sonhos, ate os mais malucos e estranhos, nao podem fazer mal nenhum. Da para deixar eles passarem como nuvens no ceu, deixar ir embora devagar, e voltar a dormir bem quentinho, abracadinho, sem nenhum medo. E uma historia delicada sobre os pesadelos e o aconchego, perfeita para as criancas que de vez em quando ficam um pouco inseguras com a noite ou acordam assustadas. Um jeito gentil de mostrar que o sonho passa, mas o colo e o carinho ficam. A cena da irma mais velha cuidando do irmaozinho ainda traz uma ternura a mais: e bonito ver que consolar tambem se aprende, e que ate os pequenos sabem acolher quem amam. O seu filho ouve isso e se sente cuidado, do lado de dentro. Uma historia infantil para tranquilizar…
Tom o Pirata · A canção de ninar esquecida da lagoa das lanternas · hora do soninho · noite calma · podcast infantil
ListenedHistória para dormir e grande final da temporada Tom o Pirata. O céu está rosa e roxo, o mar está calminho, e no menor barco pirata do mundo o Tom abre o baú uma última vez antes da noite. Treze lembranças, treze tesourinhos devolvidos ao longo de toda a aventura. Então a vela estremece: chega um último mapa, feito de luz, com uma canção quase sussurrada. Navegue até a lagoa onde as luzes dançam, uma canção de ninar se perdeu, devolva a ela a melodia mansa. O mapa leva à lagoa das Lanternas, o lugar mais tranquilo do arquipélago, onde centenas de luzinhas dançam sobre a água à noite fazendo tim, tim, como sininhos. Mas hoje elas estão tremendo e piscando. A Mamãe Lanterna está tão cansada que esqueceu a canção de ninar que acalma as lanterninhas dela, e sem essa canção nenhuma quer dormir de verdade. A primeira ideia dá errado: ao falar com as luzinhas para pedir ajuda na busca, o Tom acorda todas, e elas tilintam ainda mais. Canção de ninar não se encontra na agitação. Então o Tom convida a Mamãe Lanterna a…
Marin · Por que a gente boceja? · por que bocejar é contagioso · aprender brincando · história para pegar no sono
ListenedAaaah... mas afinal, por que sera que a gente boceja? E por que, assim que alguem boceja bem pertinho, da na mesma hora aquela vontade enorme de bocejar tambem? O Marin e o passaro Plume ficam tao curiosos que saem juntos atras dessa resposta intrigante. No meio das descobertas, e de uns quantos bocejos bem contagiantes pelo caminho, os nossos exploradores aprendem uma coisa gostosa: o bocejo e um sinalzinho bem suave e carinhoso que o corpo manda. E ele avisando, com todo o jeitinho, que chegou a hora de desacelerar e descansar um pouquinho. E uma historia de descoberta perfeita para aquele momento calminho bem antes da soneca ou da hora de dormir. Atencao, porque aqui bocejo e garantido: e quase impossivel ouvir essa historia ate o fim sem bocejar pelo menos uma vez. O charme e que a propria historia ja vai preparando o corpo do seu filho para o sono, no embalo dos bocejos do Marin e do Plume. A curiosidade e satisfeita e, sem querer, a crianca ja vai ficando com os olhos pesados. Uma audio historia que…
Cassie · Cassie não quer pedir desculpa · história sobre pedir desculpas · humor infantil · história calma 3-5 anos
ListenedA cowgirl Cassie aprontou uma bela bagunca, isso ai a cidade inteira ja sabe. Mas fazer a Cassie pedir desculpa para alguem, ah, isso nem morta! Ela prefere mil vezes galopar ate a outra ponta do deserto do que falar essa palavrinha curtinha de tres silabas que parece tao dificil. Ao longo do dia, entre uma fuga e outra, a Cassie vai descobrindo aos poucos que pedir desculpa nao e perder e nao e vergonha nenhuma: e consertar, e fazer as pazes. E que a coragem de verdade, muitas vezes, e justamente admitir que a gente errou e ter peito para assumir de cabeca erguida. E uma historia engracada e certeira sobre o orgulho, as desculpas e as reconciliacoes, daquelas para deitar leve e sem guardar nenhuma magoa no coracao, deixando a briga do dia bem para tras. Por tras das gargalhadas, fica um aprendizado gostoso de conversar em familia: dizer desculpa nao diminui ninguem, pelo contrario, e coisa de gente corajosa. O seu filho ri das fugas da Cassie e entende, no embalo, que fazer as pazes alivia. Uma historia…
Tom o Pirata · O riso perdido da ilha das cócegas · história sobre amizade · aventura no mar · história para dormir
ListenedUm mapa todo cinza e todo triste chega na Sardinha Real, e olha que os mapas do Tom costumam transbordar de cor. Este vem da ilha das Cócegas, o lugar mais divertido do arquipélago inteiro, onde a areia faz hihihi debaixo dos pés e provoca ataques de riso. Só que a ilha perdeu o riso. Corra para a ilha onde a areia ria alto, o riso fugiu, vá trazer ele de volta. Quando o Tom e o Moustache atracam, a areia está cinza, sem graça, silenciosa. A ilha explica que, como os barcos pararam de encostar ali, ela ficou sozinha por dias e semanas, e de tanto ficar sozinha esqueceu como é que se ri. Riso é coisa que precisa de alguém para rir junto. O Moustache, que virou um piratinha de verdade ao longo da temporada, tenta fazer a ilha rir com caretas, piadas e uma bananeira em dois braços. Não adianta: ninguém consegue obrigar o outro a rir, e quanto mais ele se esforça, menos funciona. Não é de piada que a ilha precisa, é de companhia, e de muita gente. Então o Tom vai buscar gente. O pelicano, que é amigo fiel desde…
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